O Governo de Mato Grosso anunciou R$ 607 milhões para a construção de quatro hospitais regionais em Alta Floresta, Juína, Confresa e Tangará da Serra, com entrega prevista até 2027. As obras avançaram significativamente ao longo de 2025, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), mas um nome ficou de fora da lista: Rondonópolis.
Mesmo sendo a segunda maior economia do estado e com mais de 260 mil habitantes, o município não foi incluído no pacote de investimentos e continua dependendo de um hospital regional planejado nos anos 1980, mas nunca concretizado.
“Estamos construindo quatro Hospitais Regionais de forma simultânea em Mato Grosso, para cobrir os vazios assistenciais de saúde e facilitar o acesso da população aos serviços necessários. Essas pessoas não vão mais precisar se deslocar por longas distâncias para receber um atendimento de média e alta complexidade com excelência”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Obras avançam nas quatro cidades contempladas
O Hospital Regional de Alta Floresta lidera o cronograma com 97% de execução e investimento de R$ 186 milhões. A unidade será a primeira a ser entregue à população, ainda no primeiro semestre de 2026. O Hospital Regional de Tangará da Serra está com 53% de andamento e custo previsto de R$ 139 milhões em obras. Já o Hospital Regional de Juína atingiu 56% de execução, com investimento de R$ 135 milhões. Em Confresa, o Hospital Regional do Araguaia alcançou 51% dos R$ 147 milhões previstos.
Cada projeto arquitetônico possui área total de aproximadamente 18 mil m², contemplando edificação principal e estruturas periféricas. As unidades contarão com 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI, incluindo adulto, pediátrico, neonatal e unidade semi-intensiva neonatal, para atendimento de média e alta complexidade.
“A SES trabalha para finalizar a construção dos novos hospitais, com foco em estruturas de muita qualidade, assim como realizou no Hospital Central do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá. Esses novos hospitais seguem o conceito que temos implementado nas unidades já modernizadas, como o Lacen”, afirmou a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão.

Representação política não evita exclusão
A exclusão de Rondonópolis chama atenção pela representação política local na Assembleia Legislativa, onde o município conta com deputados em mandatos consecutivos. Ainda assim, a cidade não aparece entre as prioridades do governo estadual na área da saúde, reforçando o sentimento de abandono diante de uma demanda crescente por atendimento hospitalar na região.
Enquanto municípios menores recebem investimentos vultosos em infraestrutura de saúde, Rondonópolis segue na espera por uma solução que já deveria ter sido implementada há mais de quatro décadas.
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