• fevereiro 19, 2026
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A Organização Mundial da Saúde confirmou nesta semana o surgimento de uma nova variante recombinante da mpox. O vírus foi formado quando duas linhagens diferentes infectaram a mesma pessoa e trocaram material genético, processo natural conhecido como recombinação. Os dois casos identificados ocorreram no Reino Unido e na Índia.

Casos identificados

No Reino Unido, o caso foi detectado em um viajante que havia retornado de um país da região Ásia-Pacífico em outubro de 2025. Já na Índia, o paciente tinha histórico de viagem para um país da Península Arábica. Ambos apresentaram manifestações clínicas semelhantes às observadas em outras variantes do vírus, sem evolução para quadros graves.

O paciente indiano chegou a ser internado, mas se recuperou totalmente. No Reino Unido, os contatos foram rastreados e não houve registro de casos secundários. Na Índia, também não foram identificadas transmissões adicionais.

Avaliação de risco

A OMS manteve inalterada a avaliação de risco para a mpox. Segundo a organização, o risco é considerado moderado para homens que fazem sexo com homens com parceiros novos ou múltiplos, profissionais do sexo e pessoas com múltiplos parceiros casuais. Para a população geral sem fatores de risco específicos, o risco permanece baixo.

Devido ao número ainda reduzido de casos, a entidade afirma que é cedo para conclusões sobre a transmissibilidade ou a gravidade da nova cepa.

Monitoramento contínuo

A OMS alerta que múltiplas cepas do vírus continuam circulando em redes sexuais interconectadas em vários países. Coinfecções, embora raras, podem ocorrer e gerar novas variantes recombinantes.

De acordo com a organização, o fato de essa nova cepa já ter sido detectada em pelo menos quatro países, em três regiões diferentes, indica que ela pode estar mais disseminada do que o atualmente documentado. A origem exata ainda é desconhecida.
*Com informações de Itatiaia

*Sob supervisão de Gene Lannes