O gengibre, conhecido há séculos como aliado do sistema digestivo, segue firme no topo das escolhas naturais para aliviar incômodos e não apenas no Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, suplementos feitos a partir da raiz estão entre os mais vendidos, segundo o The New York Times.
Apesar da popularidade, a ciência ainda anda devagar nesse campo. O gastroenterologista Michael Curley, do Centro Médico Dartmouth Hitchcock, explica que os estudos disponíveis são poucos e, em geral, pequenos. Mesmo assim, as pesquisas já realizadas indicam que o gengibre tende a ser seguro e pode ajudar em casos específicos de náusea e vômito.
Nada de chás caseiros
A maior parte dos estudos analisados pelo The New York Times focou no uso de cápsulas com pó de raiz de gengibre seca, não em chás ou preparos caseiros. E os resultados mais promissores apareceram em três situações:
• Gravidez: Uma revisão publicada em 2025 mostrou melhora significativa na sensação de enjoo entre gestantes que tomaram de 500 a 1.500 mg por dia. O efeito, porém, não se estendeu à frequência de vômitos.
• Quimioterapia: Um ensaio clínico de 2024, com cerca de 100 pacientes, apontou que 1.200 mg diários ajudaram a reduzir náuseas nos primeiros dias do tratamento.
• Pós-operatório: Pesquisas anteriores também observaram algum alívio após cirurgias, embora os dados sejam mais variados.
Situações comuns
Por outro lado, especialistas afirmam que ainda faltam evidências sólidas sobre o gengibre funcionar em situações comuns do dia a dia, como gastroenterite, ressaca, enjoo de movimento, indigestão funcional ou síndrome do intestino irritável. Para esses casos, a ciência praticamente não avançou e o que existe é mais relato pessoal do que dado concreto.
Embora o gengibre apareça em chás, bebidas, doces e extratos, quase todos os estudos clínicos utilizaram cápsulas de pó padronizado, o que permite medir a dose com precisão. Já no consumo cotidiano, como em infusões ou na raiz fresca, não há informações suficientes para comparar os efeitos com os obtidos nos ensaios científicos.
*Sob supervisão de Daniel Costa



















































































































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