• janeiro 20, 2026
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A saúde pública de Mato Grosso viveu um marco histórico na tarde desta segunda-feira (19.1), com o início dos atendimentos no Hospital Central do Estado. A nova unidade de alta complexidade do Governo de Mato Grosso recebeu os primeiros pacientes encaminhados pelo Sistema Estadual de Regulação (Sisreg), dando início à sua operação assistencial.

Os primeiros atendimentos ocorreram de forma ambulatorial nas especialidades de urologia, cirurgia pediátrica e ortopedia pediátrica. Os pacientes passaram por consultas e exames pré-operatórios, que irão subsidiar o encaminhamento para cirurgias nos próximos meses.

Para quem esteve entre os primeiros atendidos, o momento foi marcado por emoção e gratidão. O pedreiro Ivanez Rodrigues Porto, de 65 anos, destacou o simbolismo de inaugurar o atendimento ao público. “É um privilégio ser atendido primeiro aqui. A gente tem agora uma história para contar. É muita graça, é muita bênção. Muita gente vai passar por aqui e sair feliz”, afirmou.

O aposentado Gonçalo Beijo, de 77 anos, elogiou a estrutura da unidade e agradeceu ao Governo do Estado. “Isso aqui é um hospital de nível superior no Brasil. O povo mato-grossense merece uma saúde de boa qualidade e de primeira linha”, disse.

Já Elisio Santana Murtinho, de 68 anos, relatou que realizava acompanhamento no Hospital de Câncer e foi surpreendido com o chamado do Hospital Central. “Vim para a primeira consulta e o cartão de visita foi maravilhoso. Esperamos que a sequência seja do mesmo jeito”, declarou.

Os atendimentos começaram um mês após a inauguração da unidade, realizada em 19 de dezembro. As obras do Hospital Central haviam ficado paralisadas por 34 anos e foram retomadas pelo Governo de Mato Grosso, que concluiu integralmente a construção e o aparelhamento da unidade com recursos próprios.

O governador Mauro Mendes ressaltou o investimento público na obra e na estrutura do hospital. “É um orgulho para todos nós termos um hospital público 100% construído e equipado com recursos do Estado. A população merece não apenas um prédio moderno e tecnologia de ponta, mas um excelente atendimento”, afirmou.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, também destacou a importância do momento. “O Hospital Central entra em operação hoje como um dos melhores do país. Um hospital só é vivo quando começa a receber pacientes, e estamos preparados para isso, com a parceria do Einstein e uma equipe altamente qualificada”, enfatizou.

Segundo a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor, a unidade seguirá um cronograma de ampliação progressiva dos serviços. “Entre quatro e cinco meses, o hospital estará operando com capacidade plena, com todos os leitos, salas cirúrgicas e atendimentos ambulatoriais em funcionamento”, explicou.

Estrutura de alta complexidade

O Hospital Central conta com 287 leitos, sendo 191 de enfermaria e 96 de cuidados intensivos, incluindo 60 leitos de UTI. A área construída foi ampliada de 9 mil m² para 32 mil m², permitindo o atendimento de demandas de alta complexidade em todo o Estado.

A unidade dispõe de dez salas cirúrgicas, dois aparelhos de hemodinâmica para diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas e neurovasculares, além de tecnologia avançada como sistema robótico para cirurgias minimamente invasivas, dois tomógrafos e duas ressonâncias magnéticas.

A estrutura inclui ainda equipamentos para exames de alta complexidade, como endoscopia, colonoscopia, broncoscopia, eletroneuromiografia e eletroencefalografia. A UTI é equipada para atender pacientes em estado crítico, inclusive com suporte de Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO).

Na primeira semana de funcionamento, o foco da unidade é a avaliação clínica, a realização de exames e o preparo dos pacientes para procedimentos cirúrgicos, utilizando toda a infraestrutura diagnóstica do hospital.