A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (31) a Operação Vultus Legis, voltada ao combate a um esquema de extorsão contra comerciantes de Rondonópolis. Ao todo, 28 medidas judiciais foram cumpridas, incluindo mandados de prisão, buscas, quebras de sigilo e bloqueios de contas bancárias.

As ações ocorreram em Rondonópolis, Cuiabá e em Itabaiana (SE), com o apoio de diversas forças policiais e do Ministério Público. Sete pessoas foram presas, sendo duas delas líderes do esquema, já investigadas por extorsões semelhantes em Várzea Grande no início deste ano.

Coação por “taxa de faturamento”

Segundo a investigação conduzida pela GCCO e Draco, a facção exigia pagamentos de comerciantes sob ameaças de morte. Os criminosos se apresentavam como membros da organização e impunham uma suposta “taxa sobre o faturamento”, calculada com base em notas fiscais e inventário das lojas.

Os valores eram pagos por Pix para contas de terceiros (laranjas) ou entregues em espécie, muitas vezes sob forte coação. Participavam do esquema integrantes locais da facção, inclusive adolescentes, que atuavam diretamente nos bairros para recolher o dinheiro e pressionar comerciantes.

Medo e prejuízos

Comerciantes relataram danos emocionais severos, fechamento de lojas e até casos de infarto e AVC. Muitos evitam denunciar formalmente por medo de represálias, mesmo conhecendo os autores das ameaças. O delegado responsável pela operação destacou que a facção buscava ampliar seu controle por meio do medo, mas reforçou o compromisso do Estado em coibir esse tipo de crime.

A Polícia Civil disponibiliza canais de denúncia anônima pelos telefones (65) 98173-0700, 197 ou pelo número 181 (Disque Extorsão), com sigilo garantido.

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