• fevereiro 1, 2026
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Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) indica que o brócolis pode ativar um mecanismo de defesa do organismo contra a hiperglicemia, condição marcada pelo excesso de açúcar no sangue e comum em pessoas com diabetes.

A hiperglicemia afeta principalmente os rins, provocando alterações estruturais e perda progressiva da função renal. Como a doença costuma evoluir de forma silenciosa, o quadro pode se agravar rapidamente, levando à necessidade de diálise ou transplante, em casos mais avançados.

O que a pesquisa investigou

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e da Universidade Federal de Jataí (UFJ), que buscaram entender como ocorre o dano renal provocado pela hiperglicemia e de que forma ele pode ser reduzido.

Os resultados apontam que um composto natural presente em vegetais como o brócolis, o L-sulforafano, é capaz de minimizar os prejuízos renais associados ao excesso de glicose no sangue.

Mecanismo de defesa

Segundo os pesquisadores, o L-sulforafano é conhecido por ativar o Nrf2, um importante mecanismo de defesa celular. Em situações de glicose elevada, esse fator perde sua atividade, deixando as células mais vulneráveis ao estresse oxidativo.

A professora Rita de Cássia Passaglia, do Departamento de Farmacologia da FMRP-USP e orientadora do estudo, explicou que o interesse pela pesquisa surgiu a partir da relação bem estabelecida entre diabetes e dano renal.

Testes em laboratório

A pesquisa foi realizada com ratos alimentados com uma dieta rica em açúcar durante 12 semanas, modelo experimental que reproduz alterações semelhantes às observadas em humanos com diabetes.

De acordo com o professor Rafael Menezes da Costa, do Instituto de Ciências da Saúde da UFJ, os pesquisadores analisaram marcadores de estresse oxidativo e inflamação, fundamentais para avaliar o impacto da hiperglicemia nos rins.

Com o tratamento, o composto presente no brócolis reativou o Nrf2, permitindo que o fator antioxidante retornasse ao núcleo das células e restabelecesse a produção de enzimas responsáveis por neutralizar os radicais livres.
*Com informações de Itatiaia

*Sob supervisão de Gene Lannes