A capacitação da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) em Análise Espacial para o Fortalecimento da Vigilância em Saúde ficou entre as três melhores experiências avaliadas no Laboratório de Inovação em Saúde, Iniciativas Educacionais em Epidemiologia Aplicada aos Serviços de Saúde do SUS (EpiLab), no eixo de “Educação Permanente em Epidemiologia para Atuação em Vigilância em Saúde”.
Como reconhecimento, a equipe da Secretaria foi convidada pelo Ministério da Saúde, nesta terça-feira (24.2), para participar de um seminário em Brasília, onde apresentará o projeto piloto desenvolvido em Mato Grosso, em parceria com o Ministério e a Organização Pan-Americana da Saúde.
A iniciativa capacitou cerca de 30 servidores entre setembro e dezembro de 2025, com carga horária total de 80 horas. O objetivo foi modernizar as análises epidemiológicas no Estado por meio do uso de mapas para monitorar a distribuição de doenças nos territórios. Antes, a formação era ofertada exclusivamente em Brasília.
Segundo o responsável técnico pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs-MT), Menandes Alves de Souza Neto, além da apresentação no seminário, o projeto receberá certificado de reconhecimento e será publicado em formato de resumo estruturado em uma edição temática no formato de livro.
“A epidemiologista do Cievs, Tatiana Belmonte, vai apresentar a iniciativa neste seminário em Brasília, o que vai permitir a troca de experiências entre os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuir para o fortalecimento da vigilância em saúde”, afirmou.
Curso fortalece atuação regional
Na turma piloto, participaram oito técnicos do Cievs, 13 da Superintendência de Vigilância em Saúde, seis da Superintendência de Atenção à Saúde, dois do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MT), um do Serviço de Inteligência Estratégica para Gestão (Sieges), além de representantes das Secretarias Municipais de Saúde de Cuiabá e Várzea Grande e do Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante (Dsei).
“O curso abordou fundamentos de geoprocessamento, Sistemas de Informações Geográficas, cartografia, análise espacial e integração de dados a mapas. Os servidores estão preparados para usar mapas e outras ferramentas para aprimorar o monitoramento no Estado, prever o avanço de doenças e outros agravos em saúde pública e planejar as ações de forma mais ágil”, acrescentou Menandes.
Durante a formação, os profissionais desenvolveram atividades práticas baseadas na realidade local e elaboraram diagnósticos territoriais e planos de intervenção sobre doença renal crônica, hanseníase, doenças respiratórias, uso de agrotóxicos, dengue e tuberculose. A proposta é que os participantes atuem como multiplicadores, ampliando a disseminação do conhecimento nas regiões onde atuam.


















































































































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