• novembro 20, 2025
  • geffersonnascimento
  • 0

Ministério da Saúde recebeu nesta segunda-feira (17), em Guarulhos (SP), o primeiro lote de insulina glargina adquirido por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). As 2.109.000 unidades entregues irão reforçar o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo o tratamento contínuo de pacientes com diabetes tipos 1 e 2 em todo o país. A chegada do lote marca um passo decisivo para reduzir a dependência brasileira de fornecedores internacionais e ampliar a produção nacional de medicamentos estratégicos.

A PDP envolve a transferência de tecnologia para Bio-Manguinhos/Fiocruz, que será responsável pela futura produção nacional da insulina. A fabricação será viabilizada em parceria com a empresa brasileira de biotecnologia Biomm. Atualmente, o medicamento pertence à farmacêutica chinesa Gan&Lee, detentora da tecnologia inicial.

Para o ministro Padilha, o avanço reforça a política de fortalecimento da indústria nacional.
“Um grande dia para o Sistema Único de Saúde e para a soberania do Brasil. Uma grande parceria que traz garantia e segurança para os pacientes que têm diabetes no país. Isso é parte de uma política do governo federal, do presidente Lula, de usar o poder de compra do SUS para aumentar o desenvolvimento industrial brasileiro, garantindo medicamentos gratuitos e assistência farmacêutica à população”, afirmou.

Até o fim de 2025, o Ministério da Saúde receberá mais 4,7 milhões de unidades de insulina glargina, fruto de investimento de R$ 131,8 milhões. Ao todo, o projeto soma R$ 510 milhões em recursos do Novo PAC, reforçando o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).

Produção inédita de IFA na América Latina

Além da fabricação do medicamento final, o acordo de PDP prevê a produção nacional do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) — etapa considerada estratégica para autonomia tecnológica. O desenvolvimento ocorrerá na planta de Bio-Manguinhos/Fiocruz, no Ceará, tornando o Brasil o primeiro país da América Latina a dominar essa cadeia produtiva para insulina glargina.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou o alcance estratégico da iniciativa.
“Essa primeira entrega tem um simbolismo muito grande. É a ciência e tecnologia a favor do fortalecimento do SUS e diminuindo a dependência do mercado externo para a produção de medicamentos no país. Com isso, temos mais soberania, geração de emprego e ampliação do acesso ao tratamento para milhões de brasileiros.”

*Sob supervisão de Daniel Costa