A proposta de aquisição do prédio que abriga o Hospital Estadual Santa Casa, apresentada pelo Governo de Mato Grosso nesta quarta-feira (11.2), inclui a continuidade dos serviços de oncologia e nefrologia e a implantação de uma Central de Diagnósticos, uma unidade de Cuidados Paliativos e o serviço de Longa Permanência integrado ao home care.
O Executivo estadual ofereceu R$ 25 milhões em parcela única para comprar o imóvel e assegurar o funcionamento da unidade. Considerando os valores já investidos desde 2019 para utilização da estrutura, o montante aplicado pelo Estado chega a aproximadamente R$ 60 milhões.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT), responsável pelo leilão judicial do imóvel, ainda analisará a proposta. “O maior diferencial da nossa proposta é justamente o plano operativo, que já demonstra o que o Governo do Estado planeja para aquela unidade. O objetivo é manter e ampliar os serviços de oncologia e nefrologia, na medida em que também serão implementados novos serviços”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Atualmente, cerca de 70% dos atendimentos realizados pela Santa Casa deverão ser redistribuídos para outras unidades estaduais. No entanto, os serviços de oncologia e nefrologia não poderiam ser totalmente absorvidos pela rede, fator determinante para a decisão de adquirir o prédio e garantir a continuidade do atendimento especializado.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) estruturou o plano em seis eixos: home care e desospitalização; cuidados paliativos; central de diagnóstico; ampliação da oncologia e nefrologia; hospital dia, cirurgia geral e ambulatórios especializados; além do Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
A unidade contará com 196 leitos, sendo 70 destinados ao home care, 40 para cuidados paliativos, 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 20 de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e 36 leitos cirúrgicos.
O cronograma prevê a manutenção dos atendimentos de nefrologia, oncologia, ambulatórios e cirurgias entre maio e julho de 2026. Entre agosto e novembro deste ano, está programada a implantação do hospital dia e a ampliação dos cuidados paliativos. Já entre dezembro e março de 2027, devem ser implementados a central de diagnósticos, o SVO e o serviço de home care.
O promotor de Justiça Milton Mattos avaliou positivamente a iniciativa. “A solução apresentada, eu reputo ela muito interessante. Esse novo perfil que vai ser dado ao Hospital Santa Casa, vários problemas que a gente inclusive acompanha vão ser resolvidos ali, como essa questão do home care. É uma solução inteligente porque o custo que vai manter a Santa Casa aberta será parcialmente absorvido por esse serviço na Santa Casa, que o estado gasta mais”, declarou.
O prédio está sob requisição administrativa do Estado desde 2019, quando o hospital filantrópico encerrou as atividades após dificuldades financeiras na gestão municipal da época. Desde então, o governo estadual assumiu a estrutura, promoveu adequações e manteve o atendimento à população.


















































































































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