• janeiro 13, 2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12/01) uma nova forma de uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir), que agora também poderá ser utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP), ou seja, para prevenir a infecção pelo HIV antes que ela aconteça.

O medicamento poderá ser usado por adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos, que estejam em situação de maior risco de contrair o vírus. Antes de iniciar o uso, é obrigatório apresentar teste negativo para HIV.

Como funciona esse novo tipo de PrEP?

O Sunlenca é considerado inovador porque age em várias etapas do ciclo do vírus, impedindo que ele se multiplique no organismo. O esquema de uso é mais simples do que a PrEP tradicional:

  • no início, a pessoa toma comprimidos por via oral

  • depois, recebe uma injeção aplicada sob a pele apenas a cada seis meses

Isso facilita muito a adesão ao tratamento, já que não é preciso tomar remédio todos os dias.

Parte da prevenção combinada

A PrEP faz parte da chamada prevenção combinada, que inclui também:

  • uso de preservativos

  • testagem regular para HIV e outras ISTs

  • acompanhamento em serviços de saúde

O objetivo é reduzir ao máximo o risco de transmissão do vírus entre pessoas que não têm HIV, mas estão mais expostas.

Alta eficácia comprovada em estudos

A eficácia do lenacapavir foi confirmada em grandes estudos internacionais:

  • PURPOSE 1: mostrou 100% de proteção em mulheres cisgênero

  • PURPOSE 2: apontou 96% de eficácia, superior à PrEP oral tradicional

Em julho de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a classificar o medicamento como a melhor alternativa de prevenção disponível depois de uma vacina.

Quando o medicamento estará disponível?

Apesar da aprovação da Anvisa, o Sunlenca ainda precisa passar por outras etapas:

  • definição do preço máximo, pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)

  • avaliação para possível inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS), que será feita pela Conitec e pelo Ministério da Saúde

Só depois disso o medicamento poderá ser distribuído de forma ampla na rede pública.

*Sob supervisão de Daniel Costa