O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, recebeu nesta sexta-feira (28.11) quatro freezers de armazenamento de plasma que chegam a temperaturas de até -30°C — e dois blast freezers, usados para congelamento rápido do insumo. A entrega, feita pelo Ministério da Saúde, contou com a participação de equipes do Hemocentro e da pasta federal.
Outros 30 equipamentos serão encaminhados ao Estado até março de 2026, para atender o MT Hemocentro e Unidades de Coleta e Transfusão (UCT) em nove municípios do interior.
O plasma, componente essencial do sangue, contém proteínas importantes como albumina, anticorpos e fatores de coagulação, usados na produção de medicamentos destinados ao tratamento de queimaduras, cirurgias complexas, distúrbios de coagulação e deficiências imunológicas.
O diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, destacou que os novos equipamentos vão elevar significativamente a capacidade do Estado de armazenar e disponibilizar plasma.
“Além do uso transfusional, poderemos fornecer ainda mais plasma excedente à Hemobrás e auxiliar na produção de medicamentos para o SUS”, afirmou.
O superintendente do Ministério da Saúde em Mato Grosso, Altir Antonio Peruzzo, explicou que os equipamentos fazem parte do Novo PAC e integram uma estratégia nacional para ampliar a produção interna de hemoderivados.
“Serão quase R$ 6 milhões em investimentos para Mato Grosso, com 36 equipamentos que devem ampliar em 30% nossa capacidade de aproveitamento da Hemorrede”, disse.
Modernização da Hemorrede
O lote destinado ao estado representa um investimento total de R$ 5,9 milhões. Dos 36 aparelhos, 13 ficarão no MT Hemocentro, em Cuiabá, e os demais seguirão para UCTs de Água Boa, Barra do Garças, Cáceres, Juína, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso e Tangará da Serra.
A coordenadora da Hemorrede Estadual, Dilce Matos, afirmou que as unidades estão passando por reestruturação para também poderem enviar plasma à Hemobrás.
“Hoje apenas o MT Hemocentro produz para a indústria. Com a qualificação das nove unidades, poderemos ampliar o envio e também produzir plasma fresco congelado para uso transfusional”, explicou.
O reforço na estrutura deve aprimorar o atendimento, a autossuficiência e a capacidade de produção de medicamentos a partir do plasma em Mato Grosso.
*Sob supervisão de Daniel Costa


















































































































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